Nunca te vi, Sempre te amei


Sábado , 31 de Dezembro de 2005


          

 

                          

Foto: Santos/Vista aérea da orla da praia/Queima de fogos  

 

               

!!! 2005

Um ano de muitas surpresas as quais classifico como sendo "boas" e "não muito boas". As "não muito boas" engavetei. Não as jogo fora ou lanço do esquecimento, pois preciso abrir a gaveta de tempos em tempos, para que possa me recordar de que são frutos de meus atos, e que serão elas a me fazer uma pessoa ainda melhor em 2006; na tentativa de acertar onde errei. Mas esta é apenas uma pequena parcela de participação. A mais importante são as "boas", as que vêm dos amigos. O que pude aprender com eles e o que de melhor pude doar. Encerro 2005 mais cônscia de meu valor como amiga. De quanto posso ajudar a construir sonhos ou destruí-los; o quanto posso ser mais real embora sendo apenas virtual; o quanto posso alcançar pessoas ou afastá-las, o quanto posso amar e permitir que me amem, ou não; e que o resultado vai depender muito do quanto fui amiga ou neguei-me ser. Se ajudei a construir, se fui real, se alcancei, se demonstrei amor, saibam que foi sincero e de coração. Se nada disso aconteceu, vou tentar mais uma vez em...

 

 2006 !!!

 

 

Escrito por Carla às 15h15
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                                                   Foto: Island/Ivo Alexandre Rodrigues

 

 

Hoje caminhei pela praia, contei minha história ao vento, senti os pingos salgados do mar tocar minha pele quente, pensei o quanto tudo é tão simples e não enxergamos esta simplicidade por causa de nossa realidade contundente. As gaivotas com seus rasantes nas ondas do mar que se quebram serenamente na praia, fezeram-me pensar na vida e o que ela representa para mim. Só quero refletir e pensar nas coisas que para mim são importantes, em alguém importante, e tento encontrar um meio de lhe dizer isso, antes que seja tarde, antes que nada que se diga importe mais. Estou muito mudada do que era antes. Meus conceitos e valores já não são os mesmos, deixei de confiar por confiar, deixei de acreditar por acreditar. Brinca-se com os sentimentos alheios, como se o amor fosse um sentimento banal. Valemos o que possuímos, recebemos na medida em que doamos. Muitas vezes recebemos muito, porque tínhamos muito para dar, e se pouco recebe é porque a doação não foi satisfatória. Por isso nada espero em troca, quero partilha, mas tenho consciência de que é necessário dar para receber.  Tudo se torna "ilusão". Não me arrependo de quase nada que fiz até hoje, mas penso que mudaria muita coisa caso pudesse voltar atrás. Nada poderá ser mudado simplesmente porque quero, mas o que conquistei é meu, não posso mudá-lo ainda que queira. Um sentimento que em mim tenho guardado, não pode ser simplesmente gasto, não posso expulsá-lo de minha vida, mas também não me é permitido concretizá-lo. Não posso ignorá-lo, pois está aqui comigo como se fosse um órgão vital em meu corpo. Ele mostra-me os limites, mas me põe livre em meus sonhos. A vida para mim tem sido assim, busco vivê-la desta forma. Aceitando os limites que me são impostos e aproveitando a liberdade de meus sonhos. O que sonho não trago para o plano real, fica apenas em meus devaneios. E quando acordo continuo sonhando, porque sonhar tem sido mais prazeroso que a realidade que me foi imposta. O que me torna menos infeliz é saber que pessoas inocentes não foram prejudicadas por meu sentimento egoísta de querer algo que nunca será meu. E meu egoísmo só é algoz de mim mesma. Se sonhadora ou realista, se cônscia ou indiferente, se justa ou injusta, não sei. Mas ainda assim acredito em meus sentimentos. Viu!...mais um tempo se passou e nem o meu ou o seu querer prevaleceu. Nada...nada pôde mudar um sentimento, nem mesmo o tempo que dizem arrastar tudo com ele. O tempo não pode tudo! O tempo não é nada para quem não se importa com ele. Eu quis tantas coisas e não tive, você também quis e não teve...ou teve...não sei da verdade. Sei apenas de mim. Fiz do tempo meu aliado, não fujo mais dele e ele não me persegue, ficamos de nos encontrar mais lá na frente.

Fique bem homem lindo!

Fique bem por mais este tempo!

Fique bem em 2006!

 

 

Escrito por Carla às 05h53
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Terça-feira , 27 de Dezembro de 2005


CAPÍTULO II

        

 

                   

                        Foto: Autor e título desconhecidos

 

Carla e Alexandre tinham em comum muitos pontos de vista e certa afinidade de perspectiva e estilo de vida. No caso de Alexandre isso era resultado de sua infância e de intermináveis buscas para dar sentido as coisas entre ele e o lado mais emocional da vida. No caso de Carla, ela parecia simplesmente ter herdado a característica do avô. Tudo quando ele havia lhe ensinado, trazia consigo e sempre lhe fora, de muita valia para a formação de seu caráter. Ela não contara sobre o Alexandre a ninguém e não falava de seus sentimentos por ele se pudesse evitar, coisa que na maior parte do tempo conseguia. E, se ela se abria para alguém, era para Dayse. Dayse trabalhava na casa há muitos anos e era sua confidente, além de muito querida e amada por todos. Contava-lhe sobre o que acontecia entre eles e Dayse a ouvia com certo ar de preocupação. Por vezes tentou alertar Carla sobre as impossibilidades deste amor, pois temia vê-la sofrer. Mas, compreendera que qualquer tentativa era em vão. Carla já estava apaixonada e mantia segredo quanto este seu amor proibido. Alexandre tinha uma visão interessante sobre a vida. Como alguém que observa tudo à distância, disposto a ver o jogo do sistema, mas não a entrar nele. Tinha um total controle emocional sobre tudo que o rodeava, ao contrário de Carla que se envolvia muito com seus sentimentos e expressava isso sem qualquer constrangimento. De tudo o que haviam vivido restou-lhe as recordações das vezes em que haviam se tocado, beijado e feito amor. Levou muito tempo para que Carla se acostumasse a viver sem seu carinho. Embora sentisse muito sua falta, a ausência de Alexandre era um fato que agora aceitara...O segundo encontro deu-se um mês após o primeiro. Dias de grande espera, por fim ele chegou e estavam com tantas saudades que fizeram amor assim que a porta se fechou atrás deles. Seus corpos tímidos e desejosos um do outro, que não podiam se desgrudar. Olhares tão apaixonados que brilhavam insensatez. Ele a grudou na parede e a beijou alucinadamente, num beijo macio, um beijo que não ficou apenas na boca. Contornava todo o pescoço dela, percorria sua nuca escorregando para o ombro e terminando em seu colo. Enquanto a beijava suas mãos deslizavam sobre a lateral de seu corpo. Tocava suas pernas, alisava suas coxas, de forma carinhosa, mas ao mesmo tempo intensa e ela adorando tudo aquilo, sentindo suas pernas bambas e a carne trepidar. Alexandre a tirou do chão e Carla o abraçou com as pernas. Com uma das mãos ele apertava-lhe as nádegas e com a outra percorria toda a parte interna de suas coxas até tocar-lhe intimamente, sentindo ainda por cima de sua calcinha o quanto a deixava molhada. . De uma forma maravilhosa a explorava, tocando-a com os dedos carinhosamente e fazendo-a rebolar em sua mão e gemer de tanto prazer, até que gozasse. Estavam tão colados um no outro que parecia um só. Alexandre beijou-a deliciosamente enquanto a fazia sentir todo o seu tesão por ela. Seu pênis sendo esfregado nela, ainda por baixo da calça. Carla o alisava e ele gemia de tesão em seu ouvido. Gemia tão gostoso que a deixava louca. Ninguém gemia tão gostoso quanto ele e enquanto gemia dizia que a amava, que era louco por ela e o quanto era gostosa..."Carlinha...minha Carlinha...como tu és gostosa minha Carlinha...Sou louco por ti...Como eu te amo". Carla deixou que seu corpo escorregasse no dele, abriu-lhe a braguilha e o fez louco em suas mãos até que não agüentando pediu que o colocasse em sua boca. Como ela achava lindo quando ele lhe pedia assim. Parecia um menino...Carla realizava todos os seus desejos e fazia com amor e prazer, não havia limites quando o amor acontecia. Assim o fez de uma forma carinhosa, chupando-o com gosto, passando-o em seu rosto, em seu colo, em seus seios...mas não queria que ele gozasse ainda e ao perceber que estava quase..."Carla meu bem! Não pare! ..."Não quero que goze agora, querido! Vem..." Dirigiu-se a mesa, sentou-se sobre ela, colocou seu corpo para trás, dobrou as pernas e pediu: "Tire minha calcinha!" "Alexandre estava enlouquecido e rapidamente tiro-lhe a calcinha  e a acariciava com sua língua a deixando em êxtase. Ele era maravilhoso e a fez gozar por várias vezes e já não aguentando de tanto tesão um pelo outro, finalmente a penetrou. Carla já totalmente entregue à Alexandre, enlaçou suas pernas em seu pescoço e pediu que a fizesse gozar como nunca. Ele sabia fazer-lhe sua e tinha completo domínio na forma de dar-lhe prazer. A penetrou de uma forma esplêndida e maravilhosa, mas manifestou seu desejo de gozar de uma outra forma. Então a virou de costas para ele, a debruçou sobre a mesa, colou seu corpo no dela e novamente a penetrou com gosto e desejo. E gozaram num momento único!..."Carla, como te amo meu bem!"..."Eu também te amo meu amor...te amo meu amorzinho...você é o meu amorzinho!"..."Minha Carlinha...minha linda!" ..."Meu Alexandre!"

Ouvindo: "One more time" (Laura Pausini)

 

 

Escrito por Carla às 09h59
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Segunda-feira , 26 de Dezembro de 2005


QUEM NÃO TEM TECIDO ADIPOSO DIANTEIRO, TEM QUE TER TECIDO MUSCULAR TRASEIRO

 

Ao nascer o anjo me perguntou...

ANJO: Desejas algo que lhe seja...marcante...evidente...e notório além de sua inteligência?

EU: Bem...para onde pretendes me mandar?

ANJO: Deixe-me ver...hummm...para uma terra chamada Brasil!

EU: E...qual seria a preferência nacional desta terra?

ANJO: Sem dúvida alguma...tecido muscular posterior.

EU: Então...manda de quilo!!!

ANJO: Veja bem...devo lhe alertar que tal pedido pode lhe trazer algumas inconveniências.

EU: Quais?

ANJO: Bom...alguns apelidos...poderá ouvir algumas gracinhas do sexo oposto...provocar a ira e inveja por parte do mesmo sexo...porém...se tiveres um pouco de sorte, alguma revista masculina deve lhe procurar.

EU: Então...neste caso me dê também uma boa dose de bom humor para saber lidar com tudo isso.

ANJO: Como queira!...PLIM...PLIM...TOIM...TOIM...

Acho que o anjo foi com a minha cara, além de atender meu pedido, me deu um considerável par de seios...rs...que ele poderia muito bem ter trocado por um pouco de sorte. Também já é pedir demais!

Moral da história: "Quem não tem peito tem que ter bunda!"

Brincadeira feita para o meu amigo Carlos Manuel. Um eterno romântico que valoriza o corpo feminino!

 

Escrito por Carla às 11h51
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Mônica