Nunca te vi, Sempre te amei


Quinta-feira , 15 de Setembro de 2005


EU REFLEXIVA...

                   

                           Foto: Título e autoria desconhecidos

 Sensualidade

Muito se fala sobre a sensualidade, que por muitas vezes pode ser confundida com sexualidade ou sedução. A sensualidade é estar congruente com o seu papel de mulher, integrada e em harmonia com cada parte de seu corpo e com seu papel no mundo, com o modo que se relaciona consigo mesma e com o sexo oposto. Isso independe de beleza, é necessária a vontade de ser sensual e acreditar que pode. A mulher que vai acompanhada a um restaurante e toma as iniciativas como, chamar o garçom, poderia aprimorar mais a sua sensualidade. A mulher sensual é aquela que fala pouco, sem trejeitos, sabe escutar e se deixa proteger ao mesmo tempo em que deixa o homem se sentir no controle. Os homens foram criados para serem chefes, responsáveis por sua família, tomar as decisões e isso inclui sugerir um vinho, chamar o garçom, perguntar o que ela vai querer comer ou beber, enfim, cuidar e proteger. Embora possa parecer um pensamento um tanto quanto machista, nós mulheres poderíamos entender que esse papel é de máxima importância para ele. Não significando que tenha que ser uma mulher sem atitude. Não há nada pior para o homem, do que perguntar a uma garota onde gostaria de ir e ouvir como resposta "Você é quem sabe" ou "tanto faz". Ter uma opção na ponta da língua, mesmo no primeiro encontro, demonstra segurança, sem falar que o lugar sugerido revela muito sobre a pessoa. É imprescindível ter atitude, e ter uma atitude sensual e sedutora somente é possível quando gostamos de nós mesmos. É fundamental, antes de tudo, ter-se auto-estima e possuir confiança em si mesma. A falta de atributos genéticos não chega ser um obstáculo intransponível. Tudo começa por cuidar bem do corpo, procurar os pontos que podem ser valorizados  e os que podem ser ocultados, porque o que conta mesmo é o conjunto e a postura corporal. Muitas mulheres extremamente sensuais não são aquelas que possuem suas medidas impostas pela sociedade, a postura neste caso, vale mais do que alguns centímetros de medidas padrão. A beleza feminina deve ser vista nos olhos da mulher, porque eles são os espelhos de sua alma. Aquela que deseja ser sensual precisa estar atenta a toda circunstância, afinal a sensualidade é uma forma de comunicação e nem todos os receptores percebem a mensagem da mesma forma. A intuição e a naturalidade pesam muito, e confiança em si mesma, tem enorme importância. O conteúdo de uma conversa, o jeito com que as mãos movimentam-se ao conversar, o timbre e entonação da voz, a forma de olhar, a maneira de sorrir, também podem acentuar ou não a sensualidade de uma mulher. O papo deve ser natural. Até gosto de revelar segredos, sonhos, desejos ou aflições, mas aos poucos. Um pouquinho de mistério atiça a imaginação e o interesse masculino. Neste momento a timidez e o nervosismo  devem ficar de lado. Buscar abordar qualquer assunto sem tabu, mas com bom humor. Não precisa necessariamente ser uma profunda conhecedora de tudo, mas é imprescindível conhecer de tudo um pouco, ou ao menos estar atualizada. Falar com segurança sobre diversos assuntos, sempre olhando nos olhos, é uma arma feminina que muitos homens não resistem. Saber o que quer sem titubear, arrasar na produção tendo o cuidado com a aparência, evitando exageros. Saber usar um decote, cruzar as pernas, saber andar, sentar-se, segurar um copo são características de uma mulher que sobeja em sensualidade, até mesmo um cigarro, eu particularmente não fumo, nada contra quem fume, mas este artifício pode muito bem ser substituído por um outro ainda mais eficaz. Uma garota que chega toda descoberta, barriga de fora e saia pra lá de curta, dá a impressão de não ter nada a oferecer além de sexo (nada contra também). Além de tudo "comportamento" é fundamental, sem ele não adianta "corpão" , produção bem cuidada, bom papo e estar antenada aos acontecimentos da atualidade.  Não se trata de ter um jeitinho feminino meigo e frágil, mas ter um acento (acentuação) provocante. Muitas mulheres sensuais não são exemplos de fragilidade e meiguice, muito pelo contrário. A mulher que usa de sensualidade é provocante, sabe abordar, tem investida, tem mistérios e sabe agir com classe. Deixa-se perceber da forma mais discreta, é notada sem precisar chamar atenção para si. A mulher que sabe ser sensual retém apenas a atenção de quem quer que a perceba, permanecendo graciosamente misteriosa.  É um enigma, pronta a devorar se não for decifrada.

Escrito por Carla às 02h10
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Domingo , 11 de Setembro de 2005


DO MEU DIÁRIO...

NOSSA PRIMEIRA NOITE

25 DE Setembro 2003 - Quinta-feira - 15h18m48s

BOA TARDE CARLINHA! TD BEM COM VC?

ESTOU COM SAUDADES E QUERO O SEU AMOR, O SEU CARINHO, A SUA VOZ, SUA MENTE, SEU CORPO, VC POR INTEIRA, CADA PARTE, CADA DETALHE. INFELIZMENTE AS BARREIRAS ESPAÇO E TEMPO NOS SEPARAM E NÃO POSSO CONSUMAR MEUS DESEJOS MAIS ÍNTIMOS COM VOCÊ. MINHA AMADA, DESEJO VC HOJE MAIS Q QUALQUER DIA, NEM SEI EXPLICAR. SEU AMOR ME CONTAGIOU, ME ENVOLVEU, ME DOMINOU O CORAÇÃO E ME ENCHEU DE DESEJO DE VC. VEM PRA MIM! QUERO SÓ VC NADA MAIS! RAZÃO DE MINHA VIDA! MINHA FONTE DE PRAZER! QUERO SACIAR SEUS DESEJOS, LHE FAZER MINHA MULHER, MINHA FÊMEA! SUSSURRAR EM SEUS OUVIDOS: TE AMO, TE AMO MINHA CARLINHA...GEMER AOS SEUS OUVIDOS SEU NOME: CARLA CRISTINA, AI CARLINHA...QUERIDA QUERO VC TODA SÓ PRA MIM, TOTALMENTE LIBERADA PARA ME DAR E SER SACIADA DE PRAZER!

SEU APAIXONADO, ALEXANDRE.

           

               

Desejava tanto aquele homem e estava disposta a fazê-lo ficar louquinho por mim naquela noite. Sabia perfeitamente como conseguiria isso, um ombro de fora, um sorriso maroto, uma jogada de cabelos, um olhar sedutor seriam o começo  para fazer flutuar em seu íntimo todo seu desejo por mim. Saímos para jantar e como queria deixá-lo de perna bamba criei um clima com meiguice, suavidade mas misturada com alguma dose de malícia. De vagarinho comecei a roçar carinhosamente meus pés em suas pernas por debaixo da mesa, subia e descia delicadamente por entre suas pernas, fazendo seus pêlos arrepiarem. Ao mesmo tempo em que acariciava sutil e distraidamente o contorno de meu decote, fazendo-o entender que gostaria que ele o fizesse. Deixei-o louco, mal conseguia mastigar. Toquei seu pênis com meus pés e massageando-o com meus dedos, disse-lhe que estava ficando molhada. - Quero você Carla! Quero fazer amor agora! Transe comigo como se fosse à única vez!  Levou-me para onde pudéssemos ser somente eu e ele. Segurou minhas mãos como havia feito na noite em que nos conhecemos e beijou-as de leve. - Esperava por este momento há muito tempo...Cada pedaço de sua pele é um ninho de amor, um poço de êxtase - Disse-me. Segurou meus braços atrás das costas e beijou-me. Deslizava suas mãos em meus braços, excitando-me, descobrindo um desejo arrebatador sob minha cútis. Pendi minha cabeça para trás em rendição, seus lábios deslizavam sobre meu colo, enquanto meus braços enlaçavam seu pescoço. - Eu amo você de verdade. - Eu também te amo! - Quero que se deite comigo. Em seguida me levou até a cama e quando se inclinou para me deitar, puxei-o pelo colarinho, encostei minha boca em sua pele, fazendo pular os botões de sua camisa para morder seu peito. Ele fitava-me os olhos enquanto apertava meus seios com as mãos. Explorava meu corpo como queria enquanto eu me perdia no seu. Tinha um corpo magro e esbelto, músculos longos e finos que se contraíam embaixo de sua pele morena, me deixando derretida, de pernas moles e a calcinha instantaneamente molhada. Despiu-me com calma, com delicadeza como se solta uma amêndoa verde de sua pele tenra. Devagar e de modo doce nos movíamos, livremente me abria para ele, desnudando tanto o coração quanto o corpo. Na penumbra do quarto eu mal distinguia seus traços, só seus olhos me penetravam. Seus dedos longos começaram a deslizar por baixo de minha calcinha, descobrindo meu clitóris para pressioná-lo com um gesto delicado e preciso.Quando ele me tocou, todos os arrepios e aquelas dores suaves fluíram. Minha pele formigava sob o sutil pincelar de seus dedos me fazendo soltar um gemido suave como um suspiro. Desejava que não parasse nunca mais o enlouquecedor movimento circular que me abria para ele. Não me deu tempo de ganhar fôlego, guiou minhas mãos para sua braguilha e ficou me olhando desabotoá-la. Pousei meus lábios nele, enquanto permanecia de olhos fechados, e em sussurros me disse: - Carla...Carla são oito anos de casado que eu não sei o que é isso. Senti seu coração quase explodindo de tanto prazer. O mundo de repente tinha virado carícia e nós estávamos como um lótus flutuante. Quando minha boca se encontrou com a dele novamente, despejei tudo o que sentia naquele beijo. Ofereci-lhe em gestos o meu corpo, o meu coração. Ele fez seus lábios deslizarem sobre minha pele, traçando o contorno de cada parte. Descendo, encontrou meu sexo e o acariciou, oferecendo-me prazer com os lábios, a ponta dos dedos  e a língua, até que sentisse minha pulsação em sua boca, como o latejar infinito do mar.  E, enquanto as batidas de meu coração se aceleravam, ele me ergueu forçando meu corpo contra o dele, sem pressa  e em movimentos lentos. Um leve roçar dos dedos, mais uma pincelada com os lábios e sentia-me trepidar, enquanto meu sangue bombeava agudos, poderosos e urgentes ataques de desejos. Minhas mãos tateavam às cegas, e então agarravam desesperadamente as dobras dos lençóis, enquanto ele suspendia meus quadris calçando-me as costas com um travesseiro. Foi quando enfim me penetrou, me deixando com vontade de gritar no momento de atingir o ápice. Sua respiração era soluçante, sua pele escorregadia e úmida, nossos corpos se roçavam sobre os lençóis emaranhados. O calor aumentava, fazendo com que ficássemos a ponto de explodir. Sentía-mos enlouquecidos pelo gosto de nossas peles, pela urgência de nossas mãos. Eu mordia delicadamente sua orelha e pescoço, enquanto ele cravava seus dentes em mim, como quisesse se alimentar. Sua boca era selvagem e seu corpo se precipitava de encontro ao meu. Então gememos ainda mais, como uma espécie de prazer chocado, enquanto me apertava forte em seus braços. Fora de controle, além da razão, começamos a nos mover como um relâmpago. Enganchei minhas pernas em torno dele e o apertei contra mim. Ofegante e totalmente envolvida nele, curvei-me para trás, ele me alcançou escorregando incontrolavelmente em meus quadris agitados. Apertou-me ainda mais contra seu corpo quente, deu uma última estocada apertando os lábios contra meus seios e sentimos nossos corpos estilhaçarem de prazer em um gozo infinito. Por muito tempo permanecemos aconchegados um no outro e só quanto tateei seu rosto foi que vi suas lágrimas. - Deixe-me chorar em seus seios Carla. Eu compreendia perfeitamente o porquê de suas lágrimas. E nos momentos seguintes, sentimos uma felicidade plena. Felicidade? Felicidade era fazer amor com ele. Felicidade era o Alexandre, teso pela primeira vez dentro de mim, e cujas lágrimas pingavam em meus seios. Felicidade era ele e eu. 

 

Escrito por Carla às 05h38
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DO MEU DIÁRIO...

 

11 de Março de 2004 - Quinta feira - 10h20min

Hoje acordei péssima, com o rosto inchado de chorar por toda a noite! Com uma profunda tristeza em meu coração, dores por todo o corpo, mal estar. Não quero acordar neste dia, se fosse possível continuaria dormindo e só acordaria amanhã, pra não ter que ver este dia de hoje. Este é o meu quarto dia em casa e uns amigos querem vir me visitar, não quero que ninguém me veja assim. Tudo bem, eles não sabem de nada mesmo, vão pensar que estou assim por causa do acidente. Acho que vou pedir para não ver ninguém, talvez diga que estou com dor de cabeça. Muito provavelmente leia um livro qualquer. Música? Não! Não quero ouvir nada hoje. Como será que o Alexandre está neste momento? Deve estar aliviado por finalmente nos separarmos. Como meu pé dói! Aliás, meu corpo dói...meu coração dói...minha alma dói. Será que este dia custará passar? Quando chega a entardecer, bem na hora da saudade, vai me dando uma tristeza, uma angústia, uma vontade de chorar (...) Mais uma vez nos falamos, estava tão tristinho, me falou coisas tão profundas, deixei que falasse o quanto quisesse. Disse estar angustiado e muito triste, mas logo passaria. Sei que sim, ele tem o que falta em mim "Controle Emocional". Sei que vai ficar bem sem mim. Suas palavras me fizeram chorar mais uma vez. - Não aceito morrer pra você...minha última fração de vida...um único ponto de minha poeira...pede pra viver ainda em você. E agora me sinto como você se sentia e posso entender sua dor, o desespero de ser esquecida por quem se ama. Perguntou como eu estava, disse estar bem melhor. Ok, assim não morro tão triste. Não gosto quando ele fala assim. Pro Alexandre falar desta forma é porque não está realmente bem. Senti a mesma dor em meu coração naquele exato momento e pedi que se morresse viesse me buscar. - Você é minha vida.Estamos separados em vida Alexandre. A vida nos separou. As circunstâncias que nos cercam nos separou, talvez tivesse-mos mais chance de nos encontrar na morte. - Você está certa...Boa noite meu bem! Eu te  amo! - Boa noite meu amor, também te amo! Como gosto quando ele me chama de seu bem. Sinto-me verdadeiramente seu bem! O sono não veio e eu custei a dormir.

Escrito por Carla às 04h48
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Amiga

 

Deixa-me ser tua amiga Amor,

A tua amiga só, já que não queres

Que pelo teu amor seja a melhor,

A mais triste de todas as mulheres.

 

Que só, de ti, me venha mágoa e dor

O que me importa a mim?! O que quiseres

É sempre um sonho bom! Seja o que for,

Bendito sejas tu por mo dizeres!

 

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...

Como se os dois nascêssemos irmãos,...

Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...

 

Beija-mas bem!...Que fantasia louca

Quardar assim, fechadas, nestas mãos,

Os beijos que sonhei pra minha boca!...

 

Escrito por Carla às 04h35
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