
Foto: Uma luz na escuridão/ Nuno Belo
Quem me conhece pode estar se perguntando o porquê do retorno deste blog. Poderia ter criado um outro, como de fato pensei em fazer. Talvez um espaço cultural, totalmente voltado para a arte, onde poderia falar de grandes artistas e entre um e outro mostrar um pouco do que faço em óleo sobre tela. Mas me lembrei de amigos blogueiros que já o fazem e muitíssimo bem! Depois pensei, por que mantê-lo no ar sem nada publicar nele? Uma vez que o fiz com tanto carinho e tenho dificuldade em me desfazer das coisas que gosto. Não sou inconstante ou volúvel, sou cônscia em tudo que faço. Sincera e transparente e não tenho problemas em me revelar e expor. Quando apaixonada, me mostro apaixonada sim. Busco revelar a minha essência mais pura. Recuso-me abrir as portas do armário onde escondo minhas máscaras para lidar com o mundo. Se existe algo que abomino, é o que de mais doente há no homem: a mentira, a falsidade e a hipocrisia. O astrólogo Oscar Quiroga diz que o ser humano se apega ao sofrimento, à infelicidade, sendo o seu destino exatamente o oposto. Vejo coerência nesta afirmação. Por que perdemos tanto tempo sofrendo com coisas que, perto de uma guerra parecem tão insignificantes? Por quê sofremos por um ex que fez o cara do "Massacre da serra elétrica" parecer "Gandhi"? Estabeleci um prazo para mim mesmo. Estou em operação Varsóvia! Varsóvia é a capital da Polônia que na Segunda Guerra Mundial foi devastada. Quando liberta pelos russos em 1945, apenas um de cada dez edifícios estava em pé. Em pouquíssimo tempo, Varsóvia se ergue graças o um eficiente projeto de reconstrução. É isso! Estou em projeto de reconstrução! Meu objetivo? Minha auto-estima de volta! Mas... o motivo do retorno deste blog? Eu ainda acredito no amor!
E POR FALAR EM AMOR...
"O Amor é a única loucura do sábio e a única sabedoria do tolo."
Tal frase me chamou atenção no blog da amiga Karin Cristina - http://aprimeiravista.zip.net, que penso ser oportuna agora. Chegamos a conclusões interessantes no que se refere ao amor. Achamos que sabemos quase tudo sobre ele, mas na verdade o máximo que conseguimos saber, é que nada sabemos. Fala-se tanto de amor por aí, mas ainda o amor casual é o mais procurado, aquele desprendido de qualquer sentimento verdadeiro. Eu também quero falar do amor! Mesmo que todas essas palavras sejam clichês, eu quero falar do amor! Mesmo pelas metáforas mais batidas, ah! eu vou falar do amor. Quero falar do amor no sentido mais amplo da palavra. De amores incondicionais, que não sabemos de onde veio e qual caminho irão tomar. Arrisco-me falar de amor, mesmo com tantas palavras gastas. Aqueles que amam ou que um dia amaram, sabem que na realidade o amor não se define. Quem poderia conhecer todos os caminhos do coração? Quem é que pode precisar mesmo em mil poemas, tanto sentimento contido no amar? Ainda que amar seja a fórmula mais perfeita para a felicidade, há sempre uma tempestade que alaga e fazem os amores se afogarem em dúvidas e incertezas. Penso que o amor, se é que se pode defini-lo, é entender o grandioso significado da palavra, por isso mesmo, incompreensível para muitos. É encontrar em alguém tudo aquilo que te faz feliz. É querer tudo compartilhar, sejam os momentos felizes ou tristes. Com cumplicidade, companheirismo e amizade. Sentir-se bem na presença deste alguém, e até mesmo em sua ausência, transcendendo seus limites físicos. É fazer amor e se entregar de corpo e alma como se aquele momento fosse sagrado e senti-lo na sua essência mais pura. Tristes daqueles que não amam ou nunca amaram, que nunca sentiram os pés saírem do chão com promessas de amor! Tristes daqueles que nunca sentiram na pele a febre de um desejo, entre dois corpos se querendo, onde ambos esquecem do mundo e se transformam em só ser. Somos tentados a amar e vivemos tentando. Não importa se faz sofrer, não importa se faz chorar ou o quanto machuca. Sofremos quando deixamos de amar e sermos amados e ainda assim, amar é infinitamente mais prazeroso.



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